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domingo, 27 de setembro de 2009

Paul Krugman na ZH

Aqui em casa nós assinamos a Zero Hora no final de semana. O jornal de domingo chega aqui sábado no final da tarde e para a minha infelicidade, no caderno sobre dinheiro e economia a ZH está importando as colunas que o Paul Krugman escreve no NY Times. Eu não resisto e leio as colunas, sendo assim, todo o sábado no começo da noite eu sigo o mesmo ritual: leio o Paul Krugman e fico enjoado, bebo uma Coca-Cola assistindo o "Time for Choosing" do Reagan no Youtube e passa o enjôo.

Não sei se foi o prêmio nobel, o Obama ou a crise, talvez os três juntos, mas o Krugman virou um comunista pilantra. E como todo o comunista pilantra, ele resolveu falar de aquecimento global. É curioso como esse é um tema popular entre aqueles que são contra a economia de mercado e a liberdade individual. Deve ser porque pra reduzir emissões tem que aumentar o poder do Estado.

Krugman tentou desmistificar os argumentos dos céticos sobre esse assunto. Ele disse que são dois os principais argumentos: o primeiro é que toda essa história de aquecimento seria balela, o segundo é que resolver isso iria arruinar a economia. Não vale a pena comentar esses pontos, pode ser que o Krugman esteja certo neles, não tenho certeza, o que me interessa é falar da pilantragem do autor.

A pilantragem é ter "esquecido" do principal argumento dos céticos: que não tem como saber se o aquecimento do planeta tem relação com interferência humana e se tiver, qual a magnitude do impacto das nossas emissões. Mais de 90% do C02 emitido não tem relação com ação humana e é perfeitamente possível que o impacto das nossas emissões seja quase nulo, o planeta já se aqueceu e resfriou milhares de vezes, antes mesmo de nós existirmos. Então existe boa chance de todo esse esforço pra reduzir emissões seja o mesmo que dar soco em ponta de faca. Mas isso o Krugman não comentou, o negócio dele é fazer o possível pra boicotar a economia de mercado("capitalismo" é um termo dos commies, que eu tenho evitado).