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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Malthus again!

Minha intenção com esse post não é chancelar nenhum tipo de ecochatice, nem achar pertinente que, em um continente onde a população se torna cada vez mais velha, medidas de controle de natalidade via estado sejam tomadas... mas este artigo do Globo.com me chamou atenção, mais pelo tema do que pela postura do assessor do governo britânico.

Sempre estranhei que, ao falar das catástrofes que levarão o planeta Terra à hecatombe final, os malas verdes de plantão só dessem ênfase a aquecimento global, fome na África, derretimento das geleiras e extinção de meia dúzia de espécies de samambaias nepalesas, enquanto que um tema importante como população era deixado de lado. Algumas pulgas ficam pulando atrás da minha orelha: 1) Qual é a população ótima da Terra? 2) Certamente o envelhecimento da população européia é ruim no longo prazo, dado, por exemplo, os problemas ligados à produção; mas, será que, no longo prazo, isso - o envelhecimento e a conseqüente redução populacional - não seria bom?

Não sei, voltaemeia o fantasma de Malthus vem me atormentar. Não consigo afastar a idéia de que há bocas demais. E que a Peste Negra, ao dizimar 1/3 da população européia na Idade Média, nada mais fazia do que trazer o número de habitantes do Velho Continente de volta ao patamar equilíbrio, dado o contexto.

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Homem na lua mas fome na África

Semana passada escutei a seguinte frase na aula: O homem chegou na lua, explora o espaço mas existe fome na África". Não veio de uma economista. UFA! Mas os estudantes(do bem) de economia bem sabem que seus colegas e professores muitas vezes dizem bobagens como essa. A frase foi proferida por um sujeito com um background* de anti-americanismo e anti-capitalismo. Ou seja foi de uma certa maneira uma crítica aos EUA e talvez à Europa.
Bem, o sujeito demonstrou que sofreu lavagem cerebral nos seus tempos de escola. Se o homem não explorasse o espaço haveria fome mundo todo. Não que os estadunidenses tenham achado comida na Lua. Mas sim que eles ficaram ricos devido à inovações tecnológicas, nessa inovações a indústria aeroespacial tem um papel importante. É parte do processo de crescimento capitalista inovar, já nossos irmãos soviéticos não acreditavam nisso. Inovaram em algumas áreas é verdade, o cálculo da "viagem mais eficiente à Lua" foi desenvolvido tanto pelos americanos quanto pelos soviéticos até onde sei. Bem, já fugi um pouco do tema, mas a tentação de falar (mal) da URSS é forte.
Voltando ao ponto da inovação. Se os americanos não tivessem estudado por nós, seriamos todos uma África. GOD BLESS AMERICA. Ok foi uma piadinha. Seriamos todos uma URSS, hum, acho que não.
Os países que inovaram, em alguma medida erradicaram a fome, obviamente não é a única razão do progresso, mas é importante.
Outro ponto importante é ser capitalista. Como dito acima, a URSS inovou, AK, Kalschnikov e demais armamentos com "K". Demorou pro governão ver que ninguém come bala(de arma), só os inimigos da revolução. Pelo lado bom, sobrou papel higiênico. A população não entendeu que alguma coisa poderia sobrar. O preço claro que não caiu, após o heróico ato de 1917 da abolição das malditas leis de mercado ianques.
Mais uma vez fugi do ponto.
Enfim.
Pobreza na África é falta de capitalismo.

Atenção aos marxonuts: não estou defendendo que deva existir fome na África, pelo contrário, quero que ela termine logo. Assim todos saem ganhando, os africanos melhoram de condição e vocês param de falar tanta bobagem.

*Sim, sou um vendido! Estou a abandonar meu tupi guarani pela língua do demo.

PS. A pedido fiz um post sem gráficos e números. No próximo eles voltam.