Lula culpa os subsídios europeus e americanos, em parte, pelo aumento dos preços dos alimentos, quer o fim deles agora.
Pra variar Lula fala bobagem. Agora é a pior hora para isso. Não que eu defenda que os subsídios devam existir, apenas acho que agora não é a melhor hora para acabar com eles.
Se os europeus cortassem os subsídios agora a crise seria maior, alguns produtores europeus e americanos sairiam do mercado na próxima colheita, reduzindo a oferta de produtos agrícolas na Europa/EUA. subsídios reduzem o custos dos produtores, logo eles podem produzir mais. Claro que funcionam como um incentivo contrario à produtividade e custam caro ao Estado, é por isso que não gosto deles.
O aumento no preço dos alimentos já é sinalização suficiente para os produtores brasileiros (e do resto do mundo) produzirem mais.
Eu culpo o Estado brasileiro (e outros com o mesmo viés heterodoxo), em parte, pelo aumento dos preços. Se a oferta fosse maior, o preço seria mais baixo. Por que então a oferta não é maior? São várias as razões, vou enumerar algumas que são culpa desse governo muquirana desse país ridículo:
Direitos de propriedade mal definidos, principalmente no campo;
Impostos ridiculamente altos para produção, importação e comercialização;
Estradas em péssimas condições;
Portos ainda piores;
Falta de posição clara
A lista pode ser maior, mas paremos por aqui.
Curtas explicações: a existência de grupos terroristas do tipo MST são prejudiciais à produção, o custo de se "reconstruir" uma fazenda é bastante alto.
Brasileiros pagam impostos sobre tudo! É óbvio que alguns impostos serão repassados para os preços. Além disso, é complicado importar uma máquina, por exemplo, conseguir licenças essas coisas. Volta e meia aparece na mídia alguma história de proprina pra conseguir importar sem pagar impostos.
Estradas e portos em péssimas condições aumentam os custos dos produtores, é obviamente um desperdício de tempo (custo de oportunidade) ter um caminhão parado uma semana na fila do porto, ou ter carga perdida devido ao desabamento de uma ponte em uma estrada, ou demora na entrega devido aos buracos que obrigam os caminhões a trafegar a 20km/h.
Quanto a falta de posição clara, pensava mais na Argentina que no Brasil, mas vale pra cá também. O governo argentino fica num vai-e-vem com a liberação de exportações de trigo, isso afeta as decisões de investimento. A história mostra quem ninguém sabe menos de expectativas que os argentinos.
Ao fim e ao cabo me parece que quem elege Lulas e Kirchners duas vezes merece mesmo é passar fome.
quarta-feira, 30 de abril de 2008
quarta-feira, 23 de abril de 2008
Aufruf de uns caras importantes!
Querem impor um salário mínimo na Alemanha. A idéia é burra.
O argumento dos defensores dessa idéia é que o salário mínimo garantiria condições mínimas de vida. Confere?
NÃO!!!
Isso não acontece por 3 razões (ou mais).
1) Como é que o Estado pode saber melhor que eu o que considero condições mínimas?
2) Nada garante que as empresas vão pagar de fato o salário mínimo. Quantos conhecidos seus não foram passar algum tempo trabalhando ilegalmente na Europa?
3) A Alemanha tem um sistema de seguro desemprego (ALG II) que tem por objetivo garantir as tais "condições mínimas". Ou seja, as pessoas são plenamente livres pra trabalhar ou não ao salário corrente.
Com essa medida o governo pretente elevar alguns salários e alguns votos. O problema é que o salário que o governo quer impor é mais alto que o salário pago em 1/4 das empresas do lado oriental, só um demente acha que isso não vai elevar o desemprego nos estados do país que já apresentam níveis muito elevados de desemprego. Parte dos empregos iriam para a ilegalidade, reduzindo a arrecadação do governo, tornando o ALG II ainda mais custoso para a sociedade.
Além disso o salário mínimo alemão diferenciaria as pessoas pelo tamanho da família. Isto é, solteiro, casado e com filhos. Pagando mais para famílias numerosas. A idéia também é ruim. Quem precisa ter filhos na Alemanha são as pessoas que ganham mais de um salário mínimo. Filhos de imigrantes encontram uma inserção difícil na sociedade, principalmente em uma sociedade cuja qualidade da educação é uma vergonha maior a cada ano. Enfim, não vou entrar nessa discussão aqui, fica para um outro post talvez.
As idéias expostas sob 2) e 3) estão num texto de 7 professores de diferentes institutos com um título que parece uma declaração de guerra aos heterodoxos para quem não compreende alemão (não há versao em inglês).
O argumento dos defensores dessa idéia é que o salário mínimo garantiria condições mínimas de vida. Confere?
NÃO!!!
Isso não acontece por 3 razões (ou mais).
1) Como é que o Estado pode saber melhor que eu o que considero condições mínimas?
2) Nada garante que as empresas vão pagar de fato o salário mínimo. Quantos conhecidos seus não foram passar algum tempo trabalhando ilegalmente na Europa?
3) A Alemanha tem um sistema de seguro desemprego (ALG II) que tem por objetivo garantir as tais "condições mínimas". Ou seja, as pessoas são plenamente livres pra trabalhar ou não ao salário corrente.
Com essa medida o governo pretente elevar alguns salários e alguns votos. O problema é que o salário que o governo quer impor é mais alto que o salário pago em 1/4 das empresas do lado oriental, só um demente acha que isso não vai elevar o desemprego nos estados do país que já apresentam níveis muito elevados de desemprego. Parte dos empregos iriam para a ilegalidade, reduzindo a arrecadação do governo, tornando o ALG II ainda mais custoso para a sociedade.
Além disso o salário mínimo alemão diferenciaria as pessoas pelo tamanho da família. Isto é, solteiro, casado e com filhos. Pagando mais para famílias numerosas. A idéia também é ruim. Quem precisa ter filhos na Alemanha são as pessoas que ganham mais de um salário mínimo. Filhos de imigrantes encontram uma inserção difícil na sociedade, principalmente em uma sociedade cuja qualidade da educação é uma vergonha maior a cada ano. Enfim, não vou entrar nessa discussão aqui, fica para um outro post talvez.
As idéias expostas sob 2) e 3) estão num texto de 7 professores de diferentes institutos com um título que parece uma declaração de guerra aos heterodoxos para quem não compreende alemão (não há versao em inglês).
terça-feira, 15 de abril de 2008
Bate que o preço cai
O mercado de prostituição não recebe muita atenção na economia. É um campo interessante.
Analisando friamente é um campo como qualquer outro. O corpo pertence à pessoa e ela tem o direito de vender qualquer parte dele da maneira que quiser. Requer alguma habilidade, como beleza (qualidade nem sempre vista nos arredores de Porto Alegre), talento "on the job", capacidade de não se envolver emocionalmente com o cliente, entre outras.
Um problema nesse mercado é o estigma. "son of a bitch", "filho da puta" seriam exemplos? (de fato desconheço a origem das expressões)
Enfim, o estigma tem um papel importante nesse mercado, ele é capaz de tornar a curva de demanda positivamente inclinada. Essa idéia segue a linha de alguns autores europeus, onde não existe prostituição de R$1,99 para os descamisados. O estigma mantém os preços baixos e principalmente inibe o consumo. A medida que a sociedade aceita a prostituição como algo perfeitamente normal (filho da puta=filho da mãe), os preços podem subir, assim como o consumo. (não é, obviamente, um ajuste perfeito a uma curva positivamente inclinada, sendo que a demanda é função do estigma)
Além disso, em uma sociedade em que o estigma é mais baixo, as profissionais conseguem obter uma vida melhor devido a leis trabalhistas (não necessariamente bom), acesso a saúde, etc. Os salários no ramo são muito melhores em sociedades mais abertas que em sociedades mais conservadoras (no sentido ruim da palavra). Fazendo uma conta "por cima" é possível demonstrar que uma prostituta média na Alemanha pode receber mais que um físico de um bom instituto de pesquisa.
O mesmo racionínio deve ser válido para a prostituição masculina.
Pensando em mudar de ramo? Aqui você pode se libertar! Defendemos salários mais altos para você, além de um consumo maior de você.
Não é piada, acreditamos que cada um é dono de seu próprio corpo e tem o direito de utilizá-lo como quiser.
Analisando friamente é um campo como qualquer outro. O corpo pertence à pessoa e ela tem o direito de vender qualquer parte dele da maneira que quiser. Requer alguma habilidade, como beleza (qualidade nem sempre vista nos arredores de Porto Alegre), talento "on the job", capacidade de não se envolver emocionalmente com o cliente, entre outras.
Um problema nesse mercado é o estigma. "son of a bitch", "filho da puta" seriam exemplos? (de fato desconheço a origem das expressões)
Enfim, o estigma tem um papel importante nesse mercado, ele é capaz de tornar a curva de demanda positivamente inclinada. Essa idéia segue a linha de alguns autores europeus, onde não existe prostituição de R$1,99 para os descamisados. O estigma mantém os preços baixos e principalmente inibe o consumo. A medida que a sociedade aceita a prostituição como algo perfeitamente normal (filho da puta=filho da mãe), os preços podem subir, assim como o consumo. (não é, obviamente, um ajuste perfeito a uma curva positivamente inclinada, sendo que a demanda é função do estigma)
Além disso, em uma sociedade em que o estigma é mais baixo, as profissionais conseguem obter uma vida melhor devido a leis trabalhistas (não necessariamente bom), acesso a saúde, etc. Os salários no ramo são muito melhores em sociedades mais abertas que em sociedades mais conservadoras (no sentido ruim da palavra). Fazendo uma conta "por cima" é possível demonstrar que uma prostituta média na Alemanha pode receber mais que um físico de um bom instituto de pesquisa.
O mesmo racionínio deve ser válido para a prostituição masculina.
Pensando em mudar de ramo? Aqui você pode se libertar! Defendemos salários mais altos para você, além de um consumo maior de você.
Não é piada, acreditamos que cada um é dono de seu próprio corpo e tem o direito de utilizá-lo como quiser.
quinta-feira, 10 de abril de 2008
Eu, ecochato
Vamos preservar a Amazônia. Vou defender essa idéia, sempre a defendi.
Assisti um video há um tempo que falava de comprar a Amazônia (era estrangeiro o video). Eu apoio essa idéia, ela é muito boa. O argumento é muito simples. A floresta amazônica é importante para a humanidade, precisa ser protegida, o Brasil não consegue protege-la.
É melhor pra todo o mundo. O Brasil ganha uns trocos vendendo aquele mato que só dá dor de cabeça e capas de revistas semanais enquanto que o mundo fica mais verdinho e bacana.
Todo o mundo sabe que a cada dia o Brasil desmata o equivalente a não sei quantos campos de futebol (medida nacional de área). Vamos acabar logo com isso! Fora Brasil! A Amazônia pertence ao mundo!
Aos ecochatos brasileiros que acreditam que o sentido da vida é preservar a Natureza eu pergunto: o que falará mais alto, o nacionalismo ou o ideal biofashion?
Utilizei-me de algumas expressões que são típicas de outras pessoas, como biofashion e ecochatos.
Assisti um video há um tempo que falava de comprar a Amazônia (era estrangeiro o video). Eu apoio essa idéia, ela é muito boa. O argumento é muito simples. A floresta amazônica é importante para a humanidade, precisa ser protegida, o Brasil não consegue protege-la.
É melhor pra todo o mundo. O Brasil ganha uns trocos vendendo aquele mato que só dá dor de cabeça e capas de revistas semanais enquanto que o mundo fica mais verdinho e bacana.
Todo o mundo sabe que a cada dia o Brasil desmata o equivalente a não sei quantos campos de futebol (medida nacional de área). Vamos acabar logo com isso! Fora Brasil! A Amazônia pertence ao mundo!
Aos ecochatos brasileiros que acreditam que o sentido da vida é preservar a Natureza eu pergunto: o que falará mais alto, o nacionalismo ou o ideal biofashion?
Utilizei-me de algumas expressões que são típicas de outras pessoas, como biofashion e ecochatos.
domingo, 6 de abril de 2008
Patifaria, insinuação e o mercado dá a solução
Minha amiga não conseguiu um estágio. Uma colega dela conseguiu a vaga. A garota que conseguiu a vaga confessou (orgulhosamente) que "deu em cima" do sujeito que fazia a seleção.
Aqui temos um prato cheio pra economia da informação.
Seleção adversa no momento de escolher a estagiária. Aquela história, a pessoa que faz a seleção não conehce a produtividade do canditado... o canditado sinaliza... enfim, essa moça escolheu uma sinalização pouco ética. Creio que ela escolheu esse método exatamente pq é pouco capaz, mas ela pensa estrategicamente (uau, ela é um ser humano!). Previu que ocorreia um problema de moral hazard, o funcionário encarregado da seleção não agiu com o melhor beneficio da empresa em vista, mas sim em benefício próprio. Há algo de errado com o mecanismo de incentivos dessa empresa, alguém da administração deveria ser demitido, assim como o tal sujeito da seleção. Sim, siga seu instito, a empresa não é exatamente privada!
Ao lado do texto que estás a ler há um link pro blog do Becker e do Posner (é um blog um pouco inferior a este, mas vale a pena ler) lá há um texto sobre as mudanças na educação nos EUA, que afirma que o maior número de estudantes univeristários é do sexo feminino e, se não me falha a memória, obtém as melhores notas também. Com isso, é de se esperar que cada vez mais mulheres assumam os postos de decidir que vai e quem não vai trabalhar na empresa. É fato que homens não sabem se insinuar e mulheres não são tão estúpidas pra cair nesse conto.
O grande problema é que nem todo o mundo vive nos EUA e temos um lag de 200 anos aqui no nosso Brasil. Ou seja, lá por 2025 os EUA vão começar a entrar nessa nova realidade, por aqui a novidade chega em 2225, fé na medicina pra ver isso acontecer.
Parabéns pra quem chegou até aqui lendo o texto, ele está bem chato, mas se o texto te fez entrar no blog do Becker-Posner valeu bastante a pena meu esforço dominical.
Aqui temos um prato cheio pra economia da informação.
Seleção adversa no momento de escolher a estagiária. Aquela história, a pessoa que faz a seleção não conehce a produtividade do canditado... o canditado sinaliza... enfim, essa moça escolheu uma sinalização pouco ética. Creio que ela escolheu esse método exatamente pq é pouco capaz, mas ela pensa estrategicamente (uau, ela é um ser humano!). Previu que ocorreia um problema de moral hazard, o funcionário encarregado da seleção não agiu com o melhor beneficio da empresa em vista, mas sim em benefício próprio. Há algo de errado com o mecanismo de incentivos dessa empresa, alguém da administração deveria ser demitido, assim como o tal sujeito da seleção. Sim, siga seu instito, a empresa não é exatamente privada!
Ao lado do texto que estás a ler há um link pro blog do Becker e do Posner (é um blog um pouco inferior a este, mas vale a pena ler) lá há um texto sobre as mudanças na educação nos EUA, que afirma que o maior número de estudantes univeristários é do sexo feminino e, se não me falha a memória, obtém as melhores notas também. Com isso, é de se esperar que cada vez mais mulheres assumam os postos de decidir que vai e quem não vai trabalhar na empresa. É fato que homens não sabem se insinuar e mulheres não são tão estúpidas pra cair nesse conto.
O grande problema é que nem todo o mundo vive nos EUA e temos um lag de 200 anos aqui no nosso Brasil. Ou seja, lá por 2025 os EUA vão começar a entrar nessa nova realidade, por aqui a novidade chega em 2225, fé na medicina pra ver isso acontecer.
Parabéns pra quem chegou até aqui lendo o texto, ele está bem chato, mas se o texto te fez entrar no blog do Becker-Posner valeu bastante a pena meu esforço dominical.
quinta-feira, 27 de março de 2008
A louca argentina
Vi uma reportagem na televisão sobre a segunda noite de panelaços em Buenos Aires, desta vez o protesto é contra um imposto sobre a exportação. O que me chamou a atenção foi que a televisão falou que quem foi às ruas protestar foi a Esquerda. A esquerda gosta de impostos.
Segundo a presidente Kirchner, o setor exportador foi o que mais cresceu, portanto, deve ser taxado. Claro, nada mais racional que punir o melhor, na América Latina a gente gosta é de mediocridade.
O problema é que as exportações argentinas perderão competitividade no mundo. Isso é muito ruim para o país como um todo, pois o governo tirará dinamismo justamente do setor que mais cresce.
Mas qual é o objetivo de tal política? O governo argentino afirma ter um superávit orçamentário de 1,2% do PIB. Ou seja, não precisa desesperadamente tapar buracos como outros países. Mas calma lá. O governo argentino é o mesmo que vende uma inflação de 8,2% (janeiro) e ninguém acredita. Alguns afirmam que a inflação pode ser na verdade de 17% (varia de fonte pra fonte).Desincentivar as exportações seria uma maneira de reduzir a inflação, através do aumento da oferta doméstica.
Pensando bem, que países tem inflações de 2 dígitos? A venezuela é um deles. São países geralmente populistas, onde o gasto governamental é muito elevado. Chavez é populista, os Kirchner são populistas.
A Argentina não tem mais como segurar as pontas. Só a ortodoxia ou a sorte salvam o país. (já terminou o horário de verão por lá?)
A confusão heterodoxa é tão grande que a Esquerda já anda protestando por coisas boas. Gostaria de saber "o que são" as pessoas que foram brigar com os manifestantes.
É curioso, hoje prefiro ser brasileiro a ser argentino. (pra quem me conhece, não sou a pessoa mais nacionalista desse nosso país)
Acho que vou parar por aqui antes que elogie o Lula por não ter enveredado por essa via "não-convencional".
Segundo a presidente Kirchner, o setor exportador foi o que mais cresceu, portanto, deve ser taxado. Claro, nada mais racional que punir o melhor, na América Latina a gente gosta é de mediocridade.
O problema é que as exportações argentinas perderão competitividade no mundo. Isso é muito ruim para o país como um todo, pois o governo tirará dinamismo justamente do setor que mais cresce.
Mas qual é o objetivo de tal política? O governo argentino afirma ter um superávit orçamentário de 1,2% do PIB. Ou seja, não precisa desesperadamente tapar buracos como outros países. Mas calma lá. O governo argentino é o mesmo que vende uma inflação de 8,2% (janeiro) e ninguém acredita. Alguns afirmam que a inflação pode ser na verdade de 17% (varia de fonte pra fonte).Desincentivar as exportações seria uma maneira de reduzir a inflação, através do aumento da oferta doméstica.
Pensando bem, que países tem inflações de 2 dígitos? A venezuela é um deles. São países geralmente populistas, onde o gasto governamental é muito elevado. Chavez é populista, os Kirchner são populistas.
A Argentina não tem mais como segurar as pontas. Só a ortodoxia ou a sorte salvam o país. (já terminou o horário de verão por lá?)
A confusão heterodoxa é tão grande que a Esquerda já anda protestando por coisas boas. Gostaria de saber "o que são" as pessoas que foram brigar com os manifestantes.
É curioso, hoje prefiro ser brasileiro a ser argentino. (pra quem me conhece, não sou a pessoa mais nacionalista desse nosso país)
Acho que vou parar por aqui antes que elogie o Lula por não ter enveredado por essa via "não-convencional".
segunda-feira, 24 de março de 2008
Leis para quê?
"(...) as an individual cannot legitimately use force against the person, liberty, or property of another individual, for the same reason collective force cannot legitimately be applied to destroy the person, liberty, and property of individuals or classes.
(...)if anything is self-evident, it is this: Law is the organization of the natural right to legitimate self-defense; it is the substitution of collective force for individual forces, to act in the sphere in which they have the right to act, to do what they have the right to do: to guarantee security of person, liberty, and property rights, to cause justice to reign over all.
And if there existed a nation constituted on this basis, it seems to me that order would prevail there in fact as well as in theory. It seems to me that this nation would have the simplest, most economical, least burdensome, least disturbing, least officious, most just, and consequently most stable government that can be imagined, whatever its political form might be. " F.Bastiat
"Acho que devemos eleger uma mulher como prefeita pra legislar no próximo mandato" Cidadão brasileiro, entrevistado no rádio(mostrando conhecimento sobre as funções do Executivo)
Fico cada vez mais preocupado com a noção que os brasileiros têm das funções das leis (o post é sobre a função das leis, não dos poderes, a citação acima foi apenas para descontrair). Muita gente está convencida que uma função da legislação é impôr que as pessoas façam "o que é melhor para elas". Ouvi críticas aos financiamentos de carros com prazos muito longos. Chegamos ao prazo de 99 meses, me disseram que deviam proibir isso. O argumento é que as pessoas se comprometem por muito tempo e podem não conseguir pagar. É verdade, isso pode acontecer, E DAÍ? É problema das pessoas que contraíram as dívidas e dos que emprestaram dinheiro à elas, não tem NADA a ver com o Estado, não prejudica a vida dos que não estão envolvidos na transação, não existe nenhuma razão razoável e racional para o Estado se envolver nisso.
Se comprar um carro em 99 vezes é um bom ou mau negócio, depende UNICAMENTE de quem o realiza. Não cabe ao Estado julgar isso, não cabe aos outros julgarem isso, cabe somente a quem está envolvido no negócio, se a pessoa julga que é um mau negócio, não o realizará, é simples assim. Eu acho um péssimo negócio comprar CDs de pagode e refrigerantes light, por exemplo, mas não vou defender que o Estado proíba essas transações para impedir que as pessoas façam maus negócios. Quem tiver opinião semelhante à minha simplesmente não vai realizar tais transações.
Existe um projeto de lei para proibir a "anexação" de brindes à produtos alimentícios. O argumento é que isso faz as crianças comerem porcarias(a lei não considera a possibilidade de um pé de alface oferecer um brinde). Novamente é o caso de se criar leis que proíbem "o que não é bom pras pessoas". A decisão de comprar ou não as comidas com brindes cabe aos consumidores(ou aos pais deles, no caso das crianças). Além desses dois casos, a "lei dos estrangeirismos", do Aldo Rebelo é outro exemplo de proposta que será uma clara violação da liberdade.
A noção de liberdade não está muito clara para a nossa população, em parte por causa de pessoas mal intencionadas que "vendem" um significado completamente distorcido para esse termo. A conseqüência disso é o apoio à leis que violam completamente esse direito. O mesmo ocorre com a noção do direito à propriedade.
(...)if anything is self-evident, it is this: Law is the organization of the natural right to legitimate self-defense; it is the substitution of collective force for individual forces, to act in the sphere in which they have the right to act, to do what they have the right to do: to guarantee security of person, liberty, and property rights, to cause justice to reign over all.
And if there existed a nation constituted on this basis, it seems to me that order would prevail there in fact as well as in theory. It seems to me that this nation would have the simplest, most economical, least burdensome, least disturbing, least officious, most just, and consequently most stable government that can be imagined, whatever its political form might be. " F.Bastiat
"Acho que devemos eleger uma mulher como prefeita pra legislar no próximo mandato" Cidadão brasileiro, entrevistado no rádio(mostrando conhecimento sobre as funções do Executivo)
Fico cada vez mais preocupado com a noção que os brasileiros têm das funções das leis (o post é sobre a função das leis, não dos poderes, a citação acima foi apenas para descontrair). Muita gente está convencida que uma função da legislação é impôr que as pessoas façam "o que é melhor para elas". Ouvi críticas aos financiamentos de carros com prazos muito longos. Chegamos ao prazo de 99 meses, me disseram que deviam proibir isso. O argumento é que as pessoas se comprometem por muito tempo e podem não conseguir pagar. É verdade, isso pode acontecer, E DAÍ? É problema das pessoas que contraíram as dívidas e dos que emprestaram dinheiro à elas, não tem NADA a ver com o Estado, não prejudica a vida dos que não estão envolvidos na transação, não existe nenhuma razão razoável e racional para o Estado se envolver nisso.
Se comprar um carro em 99 vezes é um bom ou mau negócio, depende UNICAMENTE de quem o realiza. Não cabe ao Estado julgar isso, não cabe aos outros julgarem isso, cabe somente a quem está envolvido no negócio, se a pessoa julga que é um mau negócio, não o realizará, é simples assim. Eu acho um péssimo negócio comprar CDs de pagode e refrigerantes light, por exemplo, mas não vou defender que o Estado proíba essas transações para impedir que as pessoas façam maus negócios. Quem tiver opinião semelhante à minha simplesmente não vai realizar tais transações.
Existe um projeto de lei para proibir a "anexação" de brindes à produtos alimentícios. O argumento é que isso faz as crianças comerem porcarias(a lei não considera a possibilidade de um pé de alface oferecer um brinde). Novamente é o caso de se criar leis que proíbem "o que não é bom pras pessoas". A decisão de comprar ou não as comidas com brindes cabe aos consumidores(ou aos pais deles, no caso das crianças). Além desses dois casos, a "lei dos estrangeirismos", do Aldo Rebelo é outro exemplo de proposta que será uma clara violação da liberdade.
A noção de liberdade não está muito clara para a nossa população, em parte por causa de pessoas mal intencionadas que "vendem" um significado completamente distorcido para esse termo. A conseqüência disso é o apoio à leis que violam completamente esse direito. O mesmo ocorre com a noção do direito à propriedade.
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