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sexta-feira, 3 de julho de 2009

Educação hereditária

O sistema educacional alemão é uma porcaria, todos sabem.
Nos testes PISA e cia. a Alemanha é uma vergonha, comparada com os demais países europeus.

Parte do caos está na estrututa do sistema.
Aos 10 anos (+-) deve ser escolhido pra onde a criança vai ir, Hauptschule, Realschule ou Gymnasium.
Hauptschule é quem vai terminar na construção civil ou motorsitas de ônibus, ou sei lá, não sei exatamente onde vão parar as pessoas, mas é nessa linha.
Já o Gymnasium é pra quem vai ir pra universidade e make lot's of money.

A idéia eu até acho interessante, haver um colégio mais forte pra quem está determinado a entrar na universidade.
O problema é que com 10 anos é difícil saber o desempenho que a criança vai ter no futuro.
Mais complicado ainda é saber o que ela vai querer da vida.
(Eu até os 17 queria ser austronauta, mas como não tinha essa opção no vestibular... to ai falando de economia :P )
Isso faz com que os pais decidam pelos filhos.
O que nos leva a crer que os pais que foram pra universidade e made lot's of money, vão querer que seus filhos sigam o mesmo caminho, me parece bastante natural.

Vejamos os dados.
O gráfico abaixo mostra "predicted probabilities" e o nível educacional da mãe, medido em anos.



Nota-se que isso pode levar a uma piora da distribuição de renda (não vou entrar na questão de se a Alemanha precisa ou não "piorar" sua distribuição de renda, outra hora talvez).
Além disso, apoia a teoria de "inteligência hereditária".


Pra mim algumas coisas nesse sistema educacional não fazem o menor sentido e são muito confusas. Vou ver se me informo melhor e faço um uptade.

PS omiti "Realschule" do gráfico pra ficar mais "limpo"

quinta-feira, 5 de março de 2009

Plano Besta

A Alemanha criou um programa pra incentivar a indústria automobilística.
A idéia é a seguinte, se tu entregar teu carro pra um ferro velho destruir, tu ganha um bonus de 2500 euros na compra de um carro novo. É alguma coisa nessa linha, não me informei muito sobre o assunto.
Bem, não achei nenhum dado muito confiável, mas pelo que vi a média de carros por habitante é de 0.5, com 80 milhoes de habitantes, sao 40 milhoes de carros. O governo comprando cada um deles por 2500... dá pra ter uma idéia do rombo que isso pode causar nas contas.
Ok, obviamente nem todo o mundo vai trocar de carro, mas o custo pode ser muito alto.
É sempre essa bobagem keynesiana!

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Aufruf de uns caras importantes!

Querem impor um salário mínimo na Alemanha. A idéia é burra.
O argumento dos defensores dessa idéia é que o salário mínimo garantiria condições mínimas de vida. Confere?
NÃO!!!
Isso não acontece por 3 razões (ou mais).
1) Como é que o Estado pode saber melhor que eu o que considero condições mínimas?
2) Nada garante que as empresas vão pagar de fato o salário mínimo. Quantos conhecidos seus não foram passar algum tempo trabalhando ilegalmente na Europa?
3) A Alemanha tem um sistema de seguro desemprego (ALG II) que tem por objetivo garantir as tais "condições mínimas". Ou seja, as pessoas são plenamente livres pra trabalhar ou não ao salário corrente.

Com essa medida o governo pretente elevar alguns salários e alguns votos. O problema é que o salário que o governo quer impor é mais alto que o salário pago em 1/4 das empresas do lado oriental, só um demente acha que isso não vai elevar o desemprego nos estados do país que já apresentam níveis muito elevados de desemprego. Parte dos empregos iriam para a ilegalidade, reduzindo a arrecadação do governo, tornando o ALG II ainda mais custoso para a sociedade.

Além disso o salário mínimo alemão diferenciaria as pessoas pelo tamanho da família. Isto é, solteiro, casado e com filhos. Pagando mais para famílias numerosas. A idéia também é ruim. Quem precisa ter filhos na Alemanha são as pessoas que ganham mais de um salário mínimo. Filhos de imigrantes encontram uma inserção difícil na sociedade, principalmente em uma sociedade cuja qualidade da educação é uma vergonha maior a cada ano. Enfim, não vou entrar nessa discussão aqui, fica para um outro post talvez.

As idéias expostas sob 2) e 3) estão num texto de 7 professores de diferentes institutos com um título que parece uma declaração de guerra aos heterodoxos para quem não compreende alemão (não há versao em inglês).