Na economist dessa semana saiu uma reportagem sobre a baixa qualidade dos jogadores de futebol ingleses. É interessante.
Em 1997 a Football association transferiu boa parte da formação dos jovens atletas para os clubes de futebol. Clubes ingleses importam jogadores, é mais barato, vantagens comparativas.
O que o ministro dos esportes da Inglaterra quer? Cotas! Cotas para jogadores ingleses.
Isso é desculpa pra esconder falta de talento.
O que está errado são os incentivos dados. Qual é o objetivo de um clube de futebol? Maximizar os lucros, como qualquer outra empresa. Isso se faz ganhando jogos. Forçar os clubes a contratar jogadores ingleses é burrice, vai fazer com que fiquem piores. Não basta a seleção ser ruim, o governão quer acabar com os times ingleses também.
Se o governo quiser incentivar jovens craques, que pelo menos o faça de uma maneira menos prejudicial. Faça como a França que criou o Clarifontaine. A Inglaterra até tem um projeto de algo semelhante, mas ainda não saiu do papel.
O governo não pode exigir que as empresas dêem a educação dos seus trabalhadores e ainda criticar o modo como isso é feito.
Governão, centralização e controle dá sempre na mesma, ineficiência e soluções tortas.
Nunca imagina que diria que a Inglaterra deveria copiar a França.
PS. Não sei bigas de futebol, então pode estar tudo errado.
sexta-feira, 30 de novembro de 2007
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
Top ten
Top ten things that I, Christian Wolf, would like to say to Hugo Chavez:
10- You say your government is democratic, are you nuts or just a really bad liar?
9- Do you really believe in communism or you just like being a real pain in the ass?
8- Are you related to that guy on tv?
7- Is it good to be the role model to the "perfect latin-american idiot"?
6-Do you believe that if everybody who doesn't like you was killed, the world would be a better place?
5- Do you have a project like that to make the world a better place?
4- The word is "Zevach Oguh".
3- How do you feel by turning the king of Spain into a hero?
2- Pat Robertson said that the US would save billions(that would be used in a war) if they killed you now. Will you make his profecy come true?
1- About your 12 hour speeches: "Porque no te callas?".
10- You say your government is democratic, are you nuts or just a really bad liar?
9- Do you really believe in communism or you just like being a real pain in the ass?
8- Are you related to that guy on tv?
7- Is it good to be the role model to the "perfect latin-american idiot"?
6-Do you believe that if everybody who doesn't like you was killed, the world would be a better place?
5- Do you have a project like that to make the world a better place?
4- The word is "Zevach Oguh".
3- How do you feel by turning the king of Spain into a hero?
2- Pat Robertson said that the US would save billions(that would be used in a war) if they killed you now. Will you make his profecy come true?
1- About your 12 hour speeches: "Porque no te callas?".
sexta-feira, 23 de novembro de 2007
Tékitoi?
Para que serve o título universitário? (além de deixar a família orgulhosa)
Serve para mostrar ao mercado as capacidades de uma pessoa. A informação não é perfeita. Meu empregador não sabe tudo que li ou não li.
Meu futuro título de economista pela UFRGS servirá para mostrar ao mercado o que li e estudei (supostamente). Um empregador vai ver meu diploma e saber que li Marx, kalecki, Arrighi e demais atrasos, por sorte fui "obrigado" a ler alguns manuais de economia, talvez tenha até lido alguma coisa de Lucas, Friedman e Gary Becker, ele não tem como saber. Se for um empregador que entrevistou diversos ex-alunos da UFRGS terei problemas, serei comparado aos alunos da UFRGS que o sujeito conhece, leitores de Marx, Kalecki e Cia.
Ainda bem que existem universidades diferentes, imagine se um economista formado por Chicago, aluno de Lucas e Gary Becker, fosse comparado de igual para igual com um aluno da UFRGS, aluno dum cara que tem o orgulho de ser um dos maiores entendidos em Marx da região sul.
Nada impede um estudante da UFRGS de ser melhor que um estudante de Chicago, com a internet, é possível baixar praticamente qualquer artigo, comprar qualquer livro. O aluno de Chicago possivelmente sabe mais economia mainstream que o aluno da UFRGS, já que certamente se aprende por osmose naquela universidade. Mas o que realmente importa é a dedicação em casa e isso independe da universidade onde se estuda. (Não levando em conta o custo de oportunidade das leituras, já que somos obrigados a ler Keynes de joelhos no milho, enquanto poderiamos ler outra coisa.
É um problema de seleção adversa, não se sabe perfeitamente se o candidato ao emprego é bom ou ruim, o diploma universitário serve como sinalização, uma garantia de ter no mínimo uma noção de determinados assuntos.
Serve para mostrar ao mercado as capacidades de uma pessoa. A informação não é perfeita. Meu empregador não sabe tudo que li ou não li.
Meu futuro título de economista pela UFRGS servirá para mostrar ao mercado o que li e estudei (supostamente). Um empregador vai ver meu diploma e saber que li Marx, kalecki, Arrighi e demais atrasos, por sorte fui "obrigado" a ler alguns manuais de economia, talvez tenha até lido alguma coisa de Lucas, Friedman e Gary Becker, ele não tem como saber. Se for um empregador que entrevistou diversos ex-alunos da UFRGS terei problemas, serei comparado aos alunos da UFRGS que o sujeito conhece, leitores de Marx, Kalecki e Cia.
Ainda bem que existem universidades diferentes, imagine se um economista formado por Chicago, aluno de Lucas e Gary Becker, fosse comparado de igual para igual com um aluno da UFRGS, aluno dum cara que tem o orgulho de ser um dos maiores entendidos em Marx da região sul.
Nada impede um estudante da UFRGS de ser melhor que um estudante de Chicago, com a internet, é possível baixar praticamente qualquer artigo, comprar qualquer livro. O aluno de Chicago possivelmente sabe mais economia mainstream que o aluno da UFRGS, já que certamente se aprende por osmose naquela universidade. Mas o que realmente importa é a dedicação em casa e isso independe da universidade onde se estuda. (Não levando em conta o custo de oportunidade das leituras, já que somos obrigados a ler Keynes de joelhos no milho, enquanto poderiamos ler outra coisa.
É um problema de seleção adversa, não se sabe perfeitamente se o candidato ao emprego é bom ou ruim, o diploma universitário serve como sinalização, uma garantia de ter no mínimo uma noção de determinados assuntos.
terça-feira, 20 de novembro de 2007
Minha chapa pro DCE
Eu não participo de nenhuma chapa das que concorrem ao DCE, apenas apóio a única delas que não pensa que eu sou fascista, nem que Karl Marx é deus, nem que o Fernando Henrique Cardoso é neoliberal. Se não tem nenhuma que defenda a que eu gostaria, prefiro votar na que não me parece totalmente lunática(quem acha que um maluco enraivescido é deus e que um sociólogo marxista é neoliberal me parece lunático).
Se eu tivesse uma chapa pro DCE, ela defenderia mais ou menos o seguinte(repito: a chapa que eu apóio, infelizmente não defende essas coisas):
1) No curto prazo, fim da educação gratuita na UFRGS pros alunos que puderem pagar. O pagamento da mensalidade deve ser proporcional à renda do indivíduo ou de sua família. o Objetivo dessa medida é acabar com o absurdo que é a classe média e média alta terem sua educação paga pela totalidade da sociedade. Devem pagar os beneficiados diretamente por essa educação
2)No longo prazo, a privatização da universidade. Os alunos que passarem no vestibular e não tiverem condições de pagar a universidade terão sua educação subsidiada por meio de bolsas. Além do mesmo objetivo da primeira medida, essa busca resolver a ineficiência dos serviços públicos. É muito mais barato e eficiente o Estado subsidiar a educação do que fonecê-la diretamente. Além disso, possibilita que alunos de baixa renda estudem em outras universidades(conquistando a bolsa, eles poderiam escolher a universidade de sua preferência).
3)No curto prazo, fim da alimentação subsidiada no Restaurante Universitário. Exceto, claro, o subsídio à alimentação dos alunos de baixa renda.
4)Fim do subsídio às passagens de ônibus e atividades culturais. Exceto, novamente, o caso dos alunos de baixa renda.
Esses são os pontos principais. Claro que ninguém votaria na minha chapa, estudantes da UFRGS adoram os benefícios que recebem, justiça social só da boca pra fora. Distribuição de renda sempre, desde que não a nossa, né?
Se eu tivesse uma chapa pro DCE, ela defenderia mais ou menos o seguinte(repito: a chapa que eu apóio, infelizmente não defende essas coisas):
1) No curto prazo, fim da educação gratuita na UFRGS pros alunos que puderem pagar. O pagamento da mensalidade deve ser proporcional à renda do indivíduo ou de sua família. o Objetivo dessa medida é acabar com o absurdo que é a classe média e média alta terem sua educação paga pela totalidade da sociedade. Devem pagar os beneficiados diretamente por essa educação
2)No longo prazo, a privatização da universidade. Os alunos que passarem no vestibular e não tiverem condições de pagar a universidade terão sua educação subsidiada por meio de bolsas. Além do mesmo objetivo da primeira medida, essa busca resolver a ineficiência dos serviços públicos. É muito mais barato e eficiente o Estado subsidiar a educação do que fonecê-la diretamente. Além disso, possibilita que alunos de baixa renda estudem em outras universidades(conquistando a bolsa, eles poderiam escolher a universidade de sua preferência).
3)No curto prazo, fim da alimentação subsidiada no Restaurante Universitário. Exceto, claro, o subsídio à alimentação dos alunos de baixa renda.
4)Fim do subsídio às passagens de ônibus e atividades culturais. Exceto, novamente, o caso dos alunos de baixa renda.
Esses são os pontos principais. Claro que ninguém votaria na minha chapa, estudantes da UFRGS adoram os benefícios que recebem, justiça social só da boca pra fora. Distribuição de renda sempre, desde que não a nossa, né?
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Quanto menos melhor
Normalmente, nas campanhas políticas, os candidatos propagandeiam o que fizeram: que mobilizaram investimento pra educação, pra saúde, pra defesa dos trabalhadores, dos agricultores, dos jovens, dos idosos, das criancas, dos adultos, de deus(estão dizendo que ele é brasileiro) e do diabo(esse a gente já sabia e atualmente é ministro). No fundo ganha mais votos quem conseguiu gastar mais. É isso mesmo, tem gente que acha que investimento é diferente de gasto, é mentira, investimento é gasto sim. Em geral, se vota no cara que fez aprovou orçamento pra isso, aumentou a verba daquilo, etc.
Eu proponho o contrário, quero que votemos em quem fez menos. Ou nos que defenderam cortes nos orçamentos(vale corte em qualquer coisa, o Friedman já falou que era a favor de qualquer corte nos gastos do Estado) ou aqueles que simplesmente não fazem nada. Pode parecer absurdo, mas um político que vai pra Brasília embolsa o salário e fica coçando dá muito menos prejuízo do que aquele que se esforça pra mobilizar investimentos pra tudo quanto é coisa. O Brasil ainda é um país pobre, não tem dinheiro pra tudo e mais um pouco, o Estado gasta absurdamente mais do que deveria(quem discorda deve comparar o gasto estatal/PIB com o de países de renda per capita semelhante).
Se as pessoas seguissem essa idéia, certamente o RS não estaria afundado em dívidas. Claro que muito mais bonito do que ser responsável é fazer uma escola por esquina, mas o futuro manda a conta. Já está mandando. E é lamentável que quando aparece uma governadora que mostra algum esforço pra melhorar a situação, o pessoal cai em cima, se volta contra todos os cortes. Alguém tem que pagar a conta.
PS: o esforço feito pela Yeda é menor do que deveria ser, mas devemos dar um desconto, sabemos que ela é keynesiana. Ela deve estar preocupada com o multiplicador dos gastos públicos.
terça-feira, 13 de novembro de 2007
Menos universidades e hospitais, mais qualidade
Existem poucos hospitais no Brasil. Isso é bom.*
É bom que hospitais sejam concentrados, universidades também.
Não faz sentido um grande hospital e uma universidade a cada cidade.
Não dá pra ter um Albert Einstein (o hospital em São Paulo) em cada cidade. Quem são os médicos do Albert Einstein? Certamente vários deles são os melhores do Brasil. Exatamente por que grande parte dos médicos quer trabalhar lá, aumenta a concorrência.
Além disso, os melhores médicos convivem uns com os outros, trocam conhecimentos, experiências e realizam pesquisas juntos.
Outro ponto, curvas de aprendizagem, hospitais se especializam em determinadas áreas, fazem os mesmos transplantes etc. Com um maior volume de cirurgias feitas, mais rápidas, baratas e seguras serão as próximas cirurgias. Quem achar que a cidade de Palmitinho no RS tem, 1º capacidade de contratar médicos qualificados e 2º demanda (suficiente) por cirurgias cardíacas por exemplo, só pode estar louco.
Uma universidade não pode existir no meio do nada, não no Brasil. Não dá pra ter unipampa em cada esquina, ou coxilha. Não dá certo. Será sempre uma unipampa, nada além disso. Não é possível ter um departamento de economia como o de Chicago em cada esquina. Os melhores alunos vão atrás dos melhores professores, que se concentram em alguns centros, como Chicago. Lucas é o que porque estudou lá, viveu lá, cercado dos melhores professores e colegas.
Nem é preciso ir tão longe. O RS não sustenta nem 1 excelente curso de economia. O da UFRGS é, provavelmente, o melhor, porém há muitos péssimos alunos e poucos bons professores, por sorte o marxismo não tomou conta de tudo. Há excelentes professores na UFRGS (os liberais), assim como a UFSM ou qualquer outra universidade do RS tem, porém eles estão diluídos, não é possível formar um centro de pesquisa forte, com tradição, como a PUC-Rio ou a EPGE-FGV.
Fazendo uma comparação simples, não adianta uma orquestra com apenas 2 bons músicos ou um time de futebol com um excelente atacante mas que não faz a bola chegar até ele.
*Na verdade os hospitais são péssimos e estão sobrecarregados, claro, tudo da rede pública, sem investimento.
Saúde e educação são importantíssimos, mas não dá pra querer ter uma Harvard e um Albert Einstein em Bossoroca.
É bom que hospitais sejam concentrados, universidades também.
Não faz sentido um grande hospital e uma universidade a cada cidade.
Não dá pra ter um Albert Einstein (o hospital em São Paulo) em cada cidade. Quem são os médicos do Albert Einstein? Certamente vários deles são os melhores do Brasil. Exatamente por que grande parte dos médicos quer trabalhar lá, aumenta a concorrência.
Além disso, os melhores médicos convivem uns com os outros, trocam conhecimentos, experiências e realizam pesquisas juntos.
Outro ponto, curvas de aprendizagem, hospitais se especializam em determinadas áreas, fazem os mesmos transplantes etc. Com um maior volume de cirurgias feitas, mais rápidas, baratas e seguras serão as próximas cirurgias. Quem achar que a cidade de Palmitinho no RS tem, 1º capacidade de contratar médicos qualificados e 2º demanda (suficiente) por cirurgias cardíacas por exemplo, só pode estar louco.
Uma universidade não pode existir no meio do nada, não no Brasil. Não dá pra ter unipampa em cada esquina, ou coxilha. Não dá certo. Será sempre uma unipampa, nada além disso. Não é possível ter um departamento de economia como o de Chicago em cada esquina. Os melhores alunos vão atrás dos melhores professores, que se concentram em alguns centros, como Chicago. Lucas é o que porque estudou lá, viveu lá, cercado dos melhores professores e colegas.
Nem é preciso ir tão longe. O RS não sustenta nem 1 excelente curso de economia. O da UFRGS é, provavelmente, o melhor, porém há muitos péssimos alunos e poucos bons professores, por sorte o marxismo não tomou conta de tudo. Há excelentes professores na UFRGS (os liberais), assim como a UFSM ou qualquer outra universidade do RS tem, porém eles estão diluídos, não é possível formar um centro de pesquisa forte, com tradição, como a PUC-Rio ou a EPGE-FGV.
Fazendo uma comparação simples, não adianta uma orquestra com apenas 2 bons músicos ou um time de futebol com um excelente atacante mas que não faz a bola chegar até ele.
*Na verdade os hospitais são péssimos e estão sobrecarregados, claro, tudo da rede pública, sem investimento.
Saúde e educação são importantíssimos, mas não dá pra querer ter uma Harvard e um Albert Einstein em Bossoroca.
quinta-feira, 8 de novembro de 2007
Em 1999, o economista Robert Barro esteve em Porto Alegre, no Fórum da Liberdade. Foi a segunda visita dele ao Brasil na década de 90, na primeira, em 1996 ele disse que a política fiscal e monetária do governo não era suficientemente séria. Na segunda, manteve a impressão sobre isso e ficou horrorizado com a política do governo do estado do RS(ele teve a infelicidade de vir na época do governo Olívio), parece que disse que nunca mais voltaria aqui. Vou postar a parte do artigo que ele fala do governo do Olívio:
I was not surprised to learn that Brazil had made little progress in tackling its fiscal and monetary problems. But I was astounded to discover that the state in which the conference took place--Rio Grande do Sul--had joined Cuba and North Korea as one of the world's few remaining Marxist economies. The local governor, Olivio Dutra, was even a dead ringer for Josef Stalin. His economic program seemed to have been inspired by the Soviet Union of the 1950s: an end to privatization, creation of new state companies, coercive agrarian reform, governmental repudiation of contracts with General Motors Corp. and Ford Motor Co., curtailment of foreign investment, and the cessation of payments on debts to the federal government. This local program actually made Brazil's national economic policies look pretty good.
To add to the strangeness, Brazil also appears to be the only major country in the world that imposes cumbersome entry requirements on U.S. citizens. I almost did not make the trip in 1996 because of difficulty in obtaining a visa. Brazilians say the U.S. requires them to get visas to visit, too. So it's just a matter of Brazilian pride. But perhaps in this area, as well as in monetary matters, Brazilians ought to worry more about sound policy and less about nationalism.
O artigo completo está em: http://www.businessweek.com/1999/99_18/b3627062.htm
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