domingo, 9 de março de 2008

Os bilhões de Israel valem mais que os meus e os seus

Na economist saiu uma nota sobre patentes, bastante interessante.
O interessante é como foi medido, número de pedidos de patentes por bilhão investido. Nada de revolucionário. O interessante é ver quem está no topo do ranking, Israel. A lista segue em ordem: Suíça, Finlândia, Suécia, Coréia do Sul, Japão, Alemanha, Holanda, EUA.
Para os secadores de plantão, a China está abaixo da média mundial.
Post curto, seco e sem muita informação. Patentes são importantes e fica a cargo do leitor usar essa informação ou não.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

E ponto pra criatividade americana!

A Europa cresce menos que os EUA, o Japão também.
Em seu mais recente livro Baumol (escrito junto com Robert Litan e Carl Schramm) apresenta algumas razões para o aparente fracasso das economias do velho continente e do Japão. Good capitalism, bad capitalism, and the economics of growth and prosperity identifica 4 tipos diferentes de capitalismo. Segundo os autores a Europa e o Japão são exemplos de “big-firm capitalism”, isto é, têm suas economias dominadas por grandes empresas, que são basicamente as mesmas empresas desde os anos 60. Já os EUA, seriam uma mistura de Big-firm, com “entrepreneurial capitalism” As grande empresas dos EUA hoje não são as mesmas empresas que dominavam os rankings na década de 60 (algumas, é óbvio, ainda se mantém).
Segundo os autores, o Big-firm não incentiva a inovação. As grandes empresas raramente promovem inovações radicais, mas fazem apenas inovações incrementais. O grande problema não são as firmas já estabelecidas, mas sim o sistema que foi criado nessas sociedades. O sistema financeiro foi desenvolvido beneficiando grandes empresas e não pequenas e novas empresas. A cultura de venture capital nessas duas regiões do mundo é muito inferior ao que se percebe nos EUA.
Além disso, a Europa possui sérios entraves à inovação, por exemplo, altos impostos para manter sustentar um sistema de seguridade social que também limita a inovação. Os generosos sistemas de seguro-desemprego da Europa tirariam a vontade de um desempregado abrir um negócio. Outro grande problema é a dificuldade de demitir empregados na Europa, fazendo com que pequenas empresas não venham a existir, ou migrem para os EUA ou para o Reino Unido.
O Japão possui problemas semelhantes, talvez o principal deles seja o acordo tácito entre empregadores e empregados. Os empregados geralmente trabalham a vida toda na mesma empresa, sendo difícil para um trabalhador que resolva pedir demissão para abrir seu próprio negócio e nele não obtenha sucesso, recolocar-se no mesmo patamar em que antes estava.
Os autores explicam boa parte do crescimento dessas duas regiões do mundo desde o fim da guerra até os anos 80-90 com ajuda de idéias de Phelps. O nobel de 2006 acredita que a Europa e o Japão tenham se desenvolvido em parte graças à importação de tecnologia e conseqüente produtividade dos EUA, (é claro que aqueles países têm muitos méritos próprios) isto é, aqueles países ainda perseguiam a fronteira tecnológica, uma vez que ela foi atingida foi difícil manter-se a par dos EUA.
Outros fatores são muito importantes para explicar a estagnação da Europa e do Japão. No Japão, por exemplo, a crise bancária dos anos 80, que foi causada em grande parte pelo sistema antes citado de favorecimento de grandes empresas. Na Europa pode-se colocar a unificação alemã ou mesmo os custos da unificação do bloco, custos esses não apenas monetários, mas esforço intelectual e perda de liberdade em termos de políticas econômicas dos países (apesar de que pode-se argumentar que a União seja benéfica).
Inovação continua sendo a chave para o crescimento econômico, ou seja, é necessário que a população possua um espírito empresarial, que segundo os autores constitui a vantagem comparativa dos EUA em relação ao resto do mundo.

Alguns pontos importantes:
1)“Inovação” nesse texto refere-se a invenções ou melhoramentos que são comercializáveis, não apenas registros de patentes. Alguns países europeus e o Japão apresentam um número bastante elevado de patentes registradas, porém talvez elas sejam menos comercializáveis que as americanas.
2)O número de trabalhadores autônomos (em %da população total) é maior no Japão e em quase todos os países europeus que nos EUA, porém como defendem os autores, os autônomos japoneses e europeus estão mais envolvidos

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Lavagem cerebral!

Meu primo foi pra Cuba. Escolha dele.
Foi trabalhar lá. Medo disso. O trabalho era numa fazenda de feijão ou coisa assim. O que me chamou muito a atenção foi a trilha sonora do trabalho, discursos do Fidel Castro. Medo disso. Isso me lembra um torturador argentino dos tempos da ditadura que "trabalhava" ouvindo discursos do Hitler.
Não importa o conteúdo de discurso. A simples imagem de alguém trabalhar ouvindo discursos já causa perturbações (imagine só em quem trabalha). A idolatria de qualquer líder me parece um pouco doentia, eles nunca têm nada a dizer.
Pra Cuba é um bom negócio, importar mão-de-obra barata e motivida. Ainda deve tornar os jovens comunas übercomunas, mártires, preparados pra guerra santa contra o capitalismo que só aliena. Todos sabem que um bom capitalista sempre trabalhava ouvindo discursos do Bush.

A comida por lá causou problemas em muita gente. Acho que eles ainda não conhecem data de validade, ciência cubana ainda não chegou lá. Mas também, diarréia, vômito, etc. em nome da revolução do povo vale a pena. Nada que uma sangria não cure.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Curiosidades sobre migração

Eu queria fazer um post sobre migração, mas por alguma razão ando sem tempo. Então, será um post curto, sem explicações, apenas fatos interessantes sobre o assunto.

1)Quase um quarto da população da Austrália e da Suiça não nasceu nesses países.
2)A Índia construiu uma cerca para evitar a entrada de Bangladeshis
3)O Reino Unido exporta tanta gente (em %) quando países tipicamente emigratórios.
4)As trandferências internacionais (de pessoas) para Guinea-Bissau correspondem quase a 50% do PIB do país.
5)Alguns chineses migram para a África.
6)A África do Sul deporta muita gente.
7)Não se tem uma idéia clara do número de imigrantes no mundo. (As estatísticas diferem demais)
8)A Europa não tem o que fazer com imigrantes africanos que chegam a UE sem passaporte. Eles são presos e eventualmente são soltos na Europa.
9) No início do século passado o dinheiro enviado para fora dos EUA equivalia a toda a produção de ouro do país.
10)Antes de os EUA instalarem cercas, obstáculos, helicópteros, cães farejadores etc. os mexicanos iam em grandes bandos correndo, alguns eram presos, mas a maioria conseguia passar a fronteira. (um video disso deve ser bastante engraçado)

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Direitos humanos ex-post

Resolvi escrever esse post por causa de um e-mail que recebi chamado "direitos humanos para humanos direitos", não cabe aqui contar a história que o tal e-mail continha. A nossa querida esquerda diria que ele está "carregado de preconceitos e micro-fascismos típicos dazelite", a partir disso dá pra entender que era um e-mail criticando a inversão de valores presente na sociedade que transforma o bandido em "coitadinho".

Eu não tenho nada contra os direitos humanos, pelo contrário, acho que é muito importante levar isso a sério, o uso da força por parte do Estado deve sim ter limites. O que eu detesto é a turma que passa o tempo todo berrando "direitos humanos, direitos humanos" quando prendem um traficante, assassino, estuprador, etc. Primeiro eles me irritam porque são politicamente corretos demais, e isso é muito chato. Isso é um problema, mas o que realmente incomoda é que eles só falam em direitos humanos quando já foi cometido um crime(por isso o título do post), nunca falam que o mais importante para garantir os direitos humanos é impedir os crimes.

A criminalidade no Brasil chegou num nível tão espantoso que não violam mais apenas o direito de propriedade e o direito a vida, elas violam o direito de ir e vir. As pessoas têm medo de sair na rua, medo de caminhar, medo de estacionar o carro na rua, de pegar ônibus, medo de tudo. A criminalidade está acabando com o direito à liberdade e a únicas coisas que os patetas dos direitos humanos conseguem pensar é em quantos presidiários têm em uma cela, ou que as penas são longas, ou que a polícia é muito repressora. Comecem a pensar no direito das pessoas de andar na rua sem medo e de não serem assassinadas, assaltadas, estupradas, etc.

Direitos humanos para todos? Claro que sim, mas quero pessoas nas ruas protestando pelos meus também. Não acho justo que só saiam pra protestar pelos direitos de quem matou alguém.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

A perdição dos secadores em 2008

Caros secadores, escrevo esse post alertando-os que o ano que acabou de se iniciar será terrível para os senhores. O maior motivo de alegria de vocês nos últimos anos está acabando. Os secadores vão perder mais uma.

Ok, o começo do post não está claro, melhor explicar de quem estou falando. Secadores são um grupo dos leitores de Marx e órfãos do muro que dizem ter desistido do comunismo, em lugar disso passaram a secar o capitalismo(alguns continuam tendo esperança no comunismo, mas secam mesmo assim). Claro que o alvo maior da secação são os EUA. É fácil identificar secadores, eles adoram vender a idéia de que o mundo está cada vez pior, adoram fotos de crianças africanas morrendo de fome, apoiam qualquer um que se opuser aos EUA(Bin Laden, Saddam Hussein, Chavez, etc). Para eles o efeito estufa é uma coqueluche, cada vez que vêem um gráfico com aumento da temperatura média e outro que culpa o capitalismo por isso, essas pessoas chegam perto do orgasmo. A felicidade vem sempre que algo dá errado no mundo, especialmente quando é possível culpar o capitalismo e os EUA por ela.

É bom deixar um ponto claro. Eu acho ótimo que pessoas se preocupem com a natureza, não é essa a minha crítica, o problema é que os secadores de quem falo não estão nem aí pra natureza, eles festejam o que está dando errado. Ninguém fez atrocidades maiores com a natureza que os comunistas. Stálin desviou um rio que até hoje está acabando com um mar interno na Rússia. A natureza só vale enquanto estiver com problemas e der pra culpar o capitalismo por eles.

Tendo explicado quem são os secadores, passo agora aos motivos pelos quais 2008 será um ano triste para eles. O primeiro é que o que mais deu felicidade nos últimos anos foi o Iraque e agora a paz está chegando lá. Claro que na mídia brasileira isso não aparece, não é uma notícia popular em um país de secadores. Mas dêem uma olhada nesse site http://icasualties.org/oif/, desde o meio de 2007 o número de mortes só cai. Para mim isso é uma ótima notícia. Para os secadores é o inverso, eles não estão nem aí pra vida dos iraquianos e dos americanos, falar mal da guerra, do Bush, dos EUA, do petróleo tem um valor muito grande pra eles. E em 2008 é uma coisa que eles vão perder.

Outra coisa que os secadores adoram é ver empresas americanas indo mal. Quando a Airbus passou a Boeing foi um surto de felicidade, eles entenderam como a UE passando os EUA como potência hegemônica, ficaram radiantes. Agora o que ocorre é que a Boeing tomou a dianteira novamente e o 787 dreamliner, que será lançado esse ano já é considerado extremamente bem sucedido. Do lado europeu, o badalado A380, é considerado um fracasso(ao menos em relação à expectativa que se tinha dele).

O efeito estufa é outra alegria que possivelmente os secadores vão perder. Primeiro porque as empresas estão desenvolvendo produtos cada vez menos poluentes. Entre os carros, o avanço é fantástico. Pior ainda pros secadores: é nos EUA que isso mais se desenvolve. Além disso, estudos recentes estão abalando a idéia da culpa do C02 nesse processo. É provável que a culpa não seja nossa, muito menos do capitalismo. Aí o problema fica maior, porque se a culpa não for nossa, não saberemos como resolver. Mas isso não interessa pros secadores, o que vale é dizer que a culpa é do Bush.

A esperança de alegria pros secadores é Pequim. Eles vão secar os EUA em tudo que puderem. Vão se enrolar na bandeira chinesa, vão enlouquecer torcendo no ping pong. Se a China não vencer, o ano estará completamente perdido. Talvez o Michael Moore faça um filme de consolação.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Brown baggers, sorry

Beleza e sucesso profissional caminham juntos, não sempre, mas freqüentemente.
Há uma explicação para tal, mais de uma na verdade.
A primeira pode ser interpretada de uma maneira econômica. Na seleção de um emprego a beleza pode completar uma falha informacional. A beleza revela, em alguma medida, a condição de saúde de uma pessoa, um empresário não vai contratar um trabalhador doente, não faz sentido, um trabalhador saudável rende mais.
Certamente há algumas pessoas "sem preconceito" que não acreditam no que eu escrevi, pois bem, quando forem fazer uma entrevista de emprego vistam uma roupa velha e façam o pior penteado possível.

O interessante nesse assunto é que, de acordo com algumas pesquisas (p.e. Randy Thornhill), a vantagem do mais bonito não é restrita aos seres humanos. Um estudo com moscas mostrou que as moscas com as asas mais simétricas eram melhores reprodutoras.

Um estudo mais interessante ainda (Prokosch, Yeo e Miller). Há uma relação entre beleza e inteligência. Foi feita uma correlação entre simetria e resultados de testes gerais de inteligência, o resultado: A correlação é mais forte para pessoas "da média pra baixo" de feiura.

Uma coisa interessante pra pensar. O Brasil tem índices ruins de desigualdade, assim como há uma desigualdade absurda entre a beleza das pessoas. A suécia tem bons índices de desigualdade e certamente uma menor diferença entre feios e bonitos. Alguém já viu uma sueca feia?

Fico me perguntando se uma plástica melhoraria minhas notas...